Daniela Theodoro
Tenho visto por aí vários textos publicitários, jornalísticos, legendas de filmes, trabalhos acadêmicos que circulam nos diversos canais de comunicação sem qualquer preocupação com a qualidade da escrita, sem revisão textual. E me pergunto: Por que as pessoas não valorizam a redação do próprio texto? Será que não compreendem que ele é, na verdade, a construção da imagem pessoal refletida no papel?... Precisamos aqui urgentemente de um complexo de Narciso.
Vejo as pessoas comprando roupas novas, de marcas, carro novo; vejo as empresas gastarem muito dinheiro com publicidade, com divulgação (tudo bem!), mas não as vejo preocupadas em buscar orientações de um profissional para que lhes assegure comunicações escritas adequadas e competentes. Falta consciência de mercado. Falta cultura de visibilidade e dinamismo nas comunicações. Falta valorização de uma escrita de qualidade.
O trabalho de escrever é árduo: “e teima e lima e sofre e sua” como nos dizia Olavo Bilac. Escrever é extremamente importante, porque comunica uma ação, um pensamento, que se transforma em mensagens. Escrever não é só colocar ideias no papel. Existe uma situação, uma cultura, um contexto, uma intenção. E o que você quer dizer? O que você quer que se saiba a seu respeito?
A escrita é, sem dúvida alguma, uma das habilidades mais negligenciadas por todos, principalmente no mundo empresarial. Por outro lado, é a habilidade mais importante exigida por ele, visto que é preciso clareza, objetividade, transparência nas interações.
As organizações estão preocupadas basicamente em produzir e vender, e não sabem falar de seus produtos. Com isso, desnuda-se a visão simplista e subdesenvolvida de que “qualquer coisa serve, desde que esteja vendendo”.
É preciso planejamento, passar a limpo o discurso. Para isso, desenvolva uma comunicação estratégica, adequada e correta, para deixar claro quem você é, qual é o seu papel e espaço na sociedade.
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